Glen se foi
Uma despedida
Dificilmente gasto dinheiro com shows hoje em dia. Recentemente comprei um ingresso para poder ver Eddie Vedder e Glen Hansard aqui no Brasil no fim do ano, em novembro. Hoje fui surpreendido com a notícia de que Glen morreu num acidente de moto na Irlanda, sua terra natal.
Confesso que fiquei triste com a notícia. Não só porque não poderei mais vê-lo tocar, mas porque o músico morreu relativamente novo — tinha 56 anos — e de forma inesperada. Só me fez lembrar que a vida é um suspiro e pode acabar a qualquer momento. Apesar de ter sido criado na fé católica, não sei qual religião abraçou, ou mesmo se tinha alguma, mas rezei por sua alma e pedi para que seus familiares e amigos sejam confortados.
Alguns artistas nos marcam profundamente, mesmo que não saibamos o motivo. Glen Hansard foi um deles, pelo menos para mim. Queria poder dizer que não entendo a comoção que a morte de alguém famoso causa. Talvez eu não entenda mesmo, mas isso não me impediu de usar preto por uma semana quando Layne Staley foi encontrado morto em casa. Quando soube que o Chris Cornell tinha morrido, também fiquei abalado.
Agora, aos 40 anos, a morte de um artista querido me faz refletir que, se não conheci nenhum deles pessoalmente, os conheci em parte em suas obras. E por conta dessas mesmas obras é que já os amava e não sabia. God be with you, Glen!
“So fill to me the parting glass
Good night and joy be with you all.”


